
Minha cabeça dói, meu sorriso forçado machuca e meu coração bate num ritmo tão sofrido e tão lento que parece ameaçar parar. Choro naquele volume inaudível de sempre na esperança de que ninguém ouça. Aliás, eu choraria alto, gritaria e espernearia, mas às vezes acho que eu só atrapalho, sou apenas um incômodo. Então escondo tudo àquilo que posso considerar irritante em mim. Sei lá, é que ultimamente tenho achado a minha presença tão inútil… Eu olho ao redor e vejo todas essas pessoas amando, gostando, vivendo e sorrindo. Abrindo sorrisos verdadeiros e brilhantes, daqueles que eu não já não consigo mais abrir. Eu me sinto tão dispensável que dói. Machuca ver como as pessoas vivem perfeitamente bem. Machuca saber que se eu sumir, ninguém sentirá minha falta. E é bem assim que eu tenho me sentido. Sou a boneca empoeirada que a vida jogou no fundo do armário. Vida, que brincou comigo, vida, que me estragou. Oh, vida, sei que a culpa não foi sua. Sei que o certo é culpar as pessoas que fizeram minha vida ser assim. Uma vida triste, sem propósito, sem cor. Eu já fui feliz, acredite, mas as pessoas com quem eu convivia desviaram do caminho certo e me levaram junto. Magoaram-me. Usaram-me. Insultaram-me. Mudaram-me. Fizeram de mim uma infeliz. Infeliz por acreditar, infeliz por confiar, infeliz por amar, infeliz por respirar. Por isso viver tem doído tanto. Porque viver é mudar e mudar é sofrer. Não queria ter que mudar, minhas mudanças sempre vão de mal a pior. Sento e assisto a vida das pessoas, sempre melhorando. E eu não estou incluída nas mudanças de ninguém, sempre de fora. Não faço diferença mesmo. Sou aquela menina anti-social que fica no cantinho, com seus fones de ouvido no máximo. Saudades da época em que quando que não estava bem, alguém se importava, quando eu sumia, alguém ia me procurar. Agora não é mais assim. O que aconteceu com a minha vida? Quando vai acontecer alguma mudança boa? Acho que não existe esse tipo de mudança, pelo menos não para mim. Que coisa é essa que se tornou a minha vida? Ser infeliz, não é viver. Andar abatido, de cabeça baixa, sorriso forçado, não é um propósito de vida que devo seguir, mas as pessoas fizeram-me seguir esse modo de vida, e tornar-lo meu melhor amigo. Virar melhor amiga de algo tão inútil e insignificante não seria uma má idéia para essa vida abatida na qual sigo. E assim… Feito. Sigo a vida mais monótona, e desnecessária que existe, a vida mais solitária. Até por que, sorrir verdadeiramente para assim, conquistar o mundo, não consigo mais. O brilho que antes tinha em meus olhos, extremantes verdes não existe mais. A felicidade que via em apenas ouvir o canto suave dos pássaros em minha janela, não encontro mais. Nada mais que antes me trazia uma forma incrivelmente de viver, sumiu, assim como a minha vontade de viver em um mundo no qual, sinto que sou a pessoa que mais incomoda na vida de todos. Tudo que antes para mim, era um mar de rosas, hoje, tornou-se um mar de lágrimas. Lágrimas sofridas em um silêncio ao extremo. Lágrimas que doem a minha alma por completa, lágrimas que fazem de mim, algo extremamente fraco. E é por isso, que meu coração tão machucado, ameaça cada dia mais parar de tentar fazer esse corpo inteiramente morto por infelicidade, sobreviver a um mundo no qual, sabes que nunca irá acabar com essa solidão total e com uma tal de infelicidade.
ayakbileğindeilksigarasöndürmedenemsi.